sábado, 8 de agosto de 2009

Na língua um gosto de pré-vômito, como se ela ainda rosasse aquele amor mau comido do dia passado. O desabor vem do fígado ou da frustração? Ou vem de um terceiro? Um bípede encaracolado? Um barbado cheio de dentes de leão? Hein? E em que caixa eu guardo isso que, de repente, se iniciou? Ou eu enfio lá cá em baixo? Hã? Quando alguém põe em dúvida sua vontade de respirar, esse alguém merece todo seu ar, só por te fazer balançar.

2 comentários:

disse...

Inesgotável vontade de se tornar ar..poder respirar sem depender da existência de seu vÔmito!Estou submissa à ti..contrariamente,nada é reciproco..me contenho no mais harmonioso single penetrado defronte ao meu real sentido e minha prolixa perturbação em te ter!

Joi disse...

hahaha esse é muito bom, é tudo muito bom aqui, muito identificável, pelo menos pra mim...
foda, foda, to muito feliz de estar aqui!