domingo, 7 de junho de 2009


ODE

Estou medroso de minha própria avidez, que me torna cada dia mais pálido e feio. E se não danço mais só pra ter com o papel e a caneta relação de incesto? De sexo? E se procuro a rainha do X no X do alfabeto errado? E se procuro o verde fosforescente remanescente incandescente e tarado na raiz errada? Não sei. Não sei profundamente fosforescentemente remanescentemente incadescentemente e taradamente ente ente ente doente da veia, doente do sangue de bode chifrudo de calda de sereia sereiuda. As cores me parecem abelhas pisca pisca, me parecem gostosas e dançantes. Sem vida a vida ainda seria vida, mas sem cor nada seria vida. Viva ao vermelho, ao verde, ao azul, ao branco, ao preto, ao amarelo, ao rosa. Viva as partes mais coloridas em nós mesmos.

2 comentários:

Andrè Dale disse...

Você é maluco, cara, aí seu textos ficam muito bons.

disse...

Quem sabe o Y do meu Y esteja sendo procurado em orifício jamais imaginado?